Ortega y Gasset, num primeiro momento, influenciado pelo neokantismo e, ao mesmo tempo, preocupado com a situação da Espanha, que se encontrava distante do progresso científico e intelectual em relação aos demais países da Europa, passa a defender a ideia de implementar métodos científicos, como alternativa para sair da crise do conformismo em que os espanhóis se encontravam fechados, em suas crenças e tradições. Ortega y Gasset vê na ciência uma forma de o homem espanhol buscar, nas coisas mesmas, uma saída para tal retrocesso. Na interpretação de Dominguéz (1998) havia três possibilidades: aceitar essa defasagem como negativa para a Espanha, reconhecer e se manter defasado em relação à Europa, e fincar raízes nas atitudes intelectuais. A postura de Ortega y Gasset frente a essas possibilidades é a de fincar raízes na vida intelectual, passando a defender o objetivismo como necessário à Espanha.
No seu artigo de 1911, intitulado Una respuesta a una pregunta, Ortega y Gasset dá o diagnóstico da decadência espanhola que “[...] consiste pura e simplesmente na falta de ciência, na privação de teoria” (O.C., v 1, 1966b, p. 214, tad. nossa). No entanto não consegue ver outro caminho para sair dessa situação que não seja atentar-se para a própria teoria, justo que, “na realidade, não há prática sem teoria nem povos sem ideólogos” (O.C., v1, 1966b, p. 215). Reforça Dominguéz (1998): é o grito de Ortega y Gasset contra qualquer personalismo, contra qualquer minetismo, contra qualquer exotismo, e em favor da atitude intelectual rigorosa e metódica da ciência, o grito de volta às coisas. No entender do comentador é nas coisas que o homem pode encontrar a salvação e é na circunstância que Ortega y Gasset encontra a saída para superar o marasmo do homem espanhol.
COSTA, Edson Ferreira
No seu artigo de 1911, intitulado Una respuesta a una pregunta, Ortega y Gasset dá o diagnóstico da decadência espanhola que “[...] consiste pura e simplesmente na falta de ciência, na privação de teoria” (O.C., v 1, 1966b, p. 214, tad. nossa). No entanto não consegue ver outro caminho para sair dessa situação que não seja atentar-se para a própria teoria, justo que, “na realidade, não há prática sem teoria nem povos sem ideólogos” (O.C., v1, 1966b, p. 215). Reforça Dominguéz (1998): é o grito de Ortega y Gasset contra qualquer personalismo, contra qualquer minetismo, contra qualquer exotismo, e em favor da atitude intelectual rigorosa e metódica da ciência, o grito de volta às coisas. No entender do comentador é nas coisas que o homem pode encontrar a salvação e é na circunstância que Ortega y Gasset encontra a saída para superar o marasmo do homem espanhol.
COSTA, Edson Ferreira
Nenhum comentário:
Postar um comentário