Sartre entende que um homem não é nada se ele não é contestador. Mas também não nega a igual importância da fidelidade a alguma coisa. Vejo em Ortega essa alguma coisa como vital na condução do humano. Ser fiel a si mesmo me parece em Ortega a possibilidade de superar o que os existencialistas afirmam ser a vida humana: vazio e negação. É possível que em meio ao náufrago inevitável da vida humana, aconteça o compreensão de que os momentos de conquistas sejam aceitos como satisfação, e que as escolhas podem ser orientadas por um elemento subjetivo que aproxima o destino de cada um a uma voz interior que Ortega vai chamá-la de vocação.
COSTA, Edson Ferreira
COSTA, Edson Ferreira
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