Essa parece ser nossa condição de outridade, estamos sempre fora do outro, mesmo quando nos consideramos parte vital de uma outra pessoa. Como companheiros de viagem, está com o outro não significa de fato, estarmos acompanhados. Nossa condição de autores da própria vida nos impossibilita a transparência de uma subjetividade, que encapsulada pela materialidade,não nos permite revelar de um todo o que sentimos e pensamos. É preciso revelar ao outro através da frágil comunicação, o que desejamos em relação à ele durante o percurso. O diaxo é que minha interioridade é tão confusa quanto a do outro, tendo muitas vezes que recorrer a esse outro para entender a mim mesmo. Assim não é muito difícil de termos ao longo do caminho grandes desencontros, mesmo porque nossos cães de guarda, nos estranham nas eventualidades . Mas a vida também é desencontro, engano e desengano. Tudo é potencial! Na busca pelo amor somos acometidos de ódio, na conservação da amizade conquistamos imimigos. E assim vamos acumulando feridas e cicatrizes que carregamos entre-pele, sempre na tentativa da hermenêutica de sociabilidade da própria vida.COSTA, Edson Ferreira
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