domingo, 20 de junho de 2010

Estamos iguais!

Amanheceu, não percebi o despertador natural pois tudo estava cortinado, e permaneci deitado. Despertado da noite, sai para fazer os primeiros preparos do dia. Ao abrir a porta, percebi que havia um grande silêncio. Eles haviam ido, e eu fiquei. Como Requentin da Náusea, senti-me completamente vazio. O silêncio deixado representou uma parte que preciso para viver que eles levaram. Meus olhos imediatamente cairam, meus ombros encurvaram, perdi a postura de senhor e me pus como escravo, submisso às minhas emoções. Como não tenho o hábito de chorar, fiquei simplesmente parado, confuso, me sentindo tão diferente, e mais, desejando ser igual a vocês. Voltem, eu também quero ir! Quero vestir as cores da pátria, rir bestamente do ridículo, perder horas esperando dar o grito coletivo, vidrar meu olhar no movimeto circular da bola, eu quero ser como vocês, fazer o que vocês fazem! Eles já foram, fiquei sozinho,o melhor agora é pegar um sinal patriota, compartilhar das mesmas emoções, talvez em pequena intensidade, e esperar o momento certo para juntar o meu grito ao de todos vocês, mesmo estando distante. O que me consola, é que o momento para isso é igual, não tem erro, nossas emoções foram padronizadas, mesmo sozinho, neste exato momento, eu posso saber o que estão sentindo e desejando. Vocês foram, mas mesmo assim, podemos compartilhar das mesmas emoções. Ah que alívio!

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