quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A soberania da sensibilidade

Ortega no seu ensaio Adán en el pasaíso de 1910 recorda a razão do desdém dos aficcionados pela arte. Encontra-se na visão de que a arte é o reino do sentimento, e dentro da constituição desse reino, o pensamento só pode representar a vulgaridade. Na ciência e na moral o conceito é soberano: ele é a lei, ele constitui as coisas. Na arte, seu papel é meramente de guía, de orientador...Mas para quem tem consciência do que significa uma orientação exata em assuntos como este, a estética vale tanto como a obra de arte.

COSTA, Edson Ferreira

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